domingo, 10 de março de 2013

sábado a ler domingo no corpo

(aurelino costa em foto de carlos silva)

Pode a leitura constituir um corte com o escrito, e, em caso, com o escroto? A estância falece o numen. Lá, em Guilhabreu, o impromptu terrâneo era um design semântico, um olhar transverso, uma cabra sem agente.

A arquitectura é um modo de fechar. O peixe circunda o aquário, não desiste do rizoma. Gargalha, muda de galho na mesma árvore. Não estiola em   proprietário, não se mumifica. Em clínica, vai ao psiquiastro das intransferências.

E abre a terra.

O que vem?
A única coisa que interessa é o que Vem.

(Domingo No Corpo, de Aurelino Costa, volta ao registo interpretativo e diagnósico, dia 16 de Março, às 17h, na casa narrada na imagem acima)