terça-feira, 25 de junho de 2013

Rompe



Rompe

Qué puedo decir y doblemente callar.
Cierro una boca y otra se abre.
Cuando crecí, la dimensión del temor
se agrandó hasta abarcarme.
Me acompañan horas silenciosas
y ruidos justificados.
El lenguaje es frágil,
se toca y se rompe.
Escribo desde esta celda o habitación.
No existe otra parte del mundo.
Acá encerré la realidad.



Rompe

O que consigo dizer e duplamente calar.
Fecho uma boca e outra se abre.
Quando cresci, a dimensão do temor
agigantou-se até me abarcar.
Acompanham-me horas silenciosas
e ruídos justificados.
A linguagem é frágil,
toca-se e rasga-se.
Escrevo desta cela ou quarto.
Não existe outra parte do mundo.
Aqui encerrei a realidade.

(tradução: alberto augusto miranda)